Política

Presidente nacional do PDT desembarca em Porto Alegre

Carlos Lupi vem ao Estado para tratar do quadro eleitoral

A situação é tão tensa no PDT gaúcho que o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, desembarca no final da manhã desta terça-feira em Porto Alegre para tratar do quadro eleitoral. Durante todo o dia de hoje e amanhã Lupi manterá reuniões com representantes dos dois grupos em que o partido está dividido: os defensores da candidatura própria ao Palácio Piratini em 2014 e os partidários da continuidade da aliança estadual com o PT.

Hoje o presidente nacional pedetista almoça com a bancada do partido na Assembleia Legislativa. Em seguida, começa a se reunir individualmente com os integrantes da sigla que integram o secretariado do governador Tarso Genro (PT). Às 16h ele se encontra com o prefeito José Fortunati e, às 20h, participa, no restaurante Copacabana, do jantar que prefeitos da legenda terão com o presidente estadual da sigla, Romildo Bolzan Jr.

Na manhã desta quarta-feira, Lupi volta a se encontrar com pedetistas que hoje são secretários no governo estadual. Todas as reuniões são para dar uma posição sobre o quadro nacional e tentar estancar a divisão que tomou conta do partido no cenário estadual. A bancada do PDT na Assembleia está tão dividida quanto o resto da legenda em relação a se, no Estado, o PDT deve lançar candidato próprio ao Piratini ou permanecer na aliança com os petistas.

Os secretários estaduais e parte significativa de prefeitos apoiam a continuidade da aliança tanto no RS como a nível nacional. Lideranças como Bolzan e o deputado federal Vieira da Cunha, que já se apresenta como o pré-candidato ao Piratini, defendem a candidatura própria nas duas instâncias. O prefeito José Fortunati, que também trabalha pela candidatura própria no RS, prefere continuar ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT) na eleição nacional.

Nacionalmente, apesar de o PDT ter jogado para 2014 (após a reforma ministerial) a decisão sobre se permanece aliado a Dilma, e de Lupi declarar que a questão não está fechada, a continuidade da coligação com a presidente já é dada como certa mesmo em solo gaúcho. “A nível nacional estamos engatados com a Dilma”, admite Bolzan. No RS, o PDT marcou para 7 de dezembro a pré-convenção na qual decidirá se lança candidato ao Piratini ou se permanece aliado ao PT. Para tentar “segurar” o aliado, o PT oferece, além dos espaços que o PDT já ocupa, a titularidade da Secretaria da Infraestrutura, mais de uma centena de cargos em comissão e a indicação do vice na chapa a ser encabeçada por Tarso na disputa ao Piratini.

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