Pressionada pela direção partidária e pela ala oposicionista da sigla, a líder do PSB na Câmara, deputada Tereza Cristina (MS), avalia deixar o posto até o fim desta semana. O motivo seria a pressão que sofre para obrigar a bancada a votar pela aceitação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.
"Está indo longe demais essa situação. Ainda não estou decidida, mas devo resolver ainda nessa semana", afirmou Tereza ao Broadcast Político nesta terça-feira. Ela afirmou que, nesta quinta-feira, feriado do Dia de Nossa Senhora Aparecida, deve "parar para pensar" e tomar a decisão.
No fim de setembro, o diretório nacional do PSB decidiu fechar questão para tentar obrigar a bancada do partido na Câmara a votar pela aceitação da segunda denúncia. O diretório também decidiu obrigar todos os deputados da sigla que integram a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a votarem contra Temer.
Atualmente, dos 66 membros titulares da CCJ, quatro são do PSB. São eles: Danilo Forte (CE), Fábio Garcia (MT), Julio Delgado (MG) e Tadeu Alencar (PE). Os dois primeiros são da ala que defendem apoio a Temer e votaram para barrar a primeira denúncia contra o presidente. Delgado e Alencar votam contra Temer.
Com a decisão do diretório, Forte e Garcia só poderão votar na CCJ se for pela aceitação da segunda denúncia contra Temer. Caso contrário, devem ser substituídos por Danilo Cabral (PE) e Gonzaga Patriota (PE), atualmente suplentes da comissão e que votaram pela aceitação da primeira denúncia no plenário da Câmara Na primeira denúncia, o PSB também fechou questão contra o presidente. Mesmo assim, 11 deputados da legenda votaram a favor de Temer, ou seja, para barrar a denúncia. A maioria (22 deputados), porém, votou pela aceitação da acusação. Os outros se ausentaram da votação.
"Se ela Tereza não sair, vai ser expulsa", afirmou Júlio Delgado, um dos principais porta-vozes da oposição no PSB. Segundo ele, a pressão dos oposicionistas deve aumentar ao longo das próximas semanas.
Pressionada, líder do PSB avalia deixar liderança até fim desta semana
Motivo seria suposta obrigação em aceitar segunda denúncia contra Temer