Durante a noite, o Palácio do Planalto usou a força do poder e conseguiu que João Durval (PDT-BA) retirasse o nome do documento e tentou convencer Reditario Cassol (PP-RO) a fazer o mesmo. O senador João Durval integra a base governista e foi um dos quatro senadores que assinaram o pedido, permitindo que a oposição alcançasse as 27 assinaturas. Sem Durval, sobram 26 assinaturas, número insuficiente, mas a oposição ainda se movimenta.
O ex-ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento (PR-AM), afirmou, na tribuna do Senado, que renunciou ao cargo por não ter apoio do governo. Ele deixou o posto em 6 de julho, após denúncias de superfaturamento de obras. Na terça, retomou a atividade parlamentar.
Os sete senadores do PR deixaram o bloco que formavam com PT, PSB, PC do B, PRB e PDT. A saída é um protesto ao tratamento recebido por parte do governo. “Daremos apoio crítico”, disse o líder do PR na Casa, Magno Malta. Ele quer que o PR entregue o ministério controlado pela sigla. “Acho que o PR tem de entregar esse negócio. Não temos que fazer parte do bloco.”
Blairo Maggi (PR-MT) também defende a saída. “Se a presidente Dilma quiser continuar com o Paulo Passos (atual ministro dos Transportes), que continue. É um bom ministro, mas não é do PR.” O PSol pediu que a Procuradoria-Geral da República investigue Passos por peculato, corrupção passiva e formação de quadrilha. Documentos ligariam Passos a um esquema de propina.