Pastana lembrou que os bens e recursos de Cachoeira foram bloqueados, já que é alvo de CPI no Senado, e que, por essa razão não há como ele custear o contrato advocatício, orçado em R$ 15 milhões. O procurador ressaltou, ainda, que a renda declarada do contraventor, de R$ 200 mil por ano, não é suficiente para arcar com o valor milionário cobrado pelo defensor.
O principal objetivo da representação, de acordo com Pestana, é provocar o Ministério Público Federal a agir no sentido de verificar a origem do dinheiro utilizado para o pagamento de Thomaz Bastos. O recebimento de honorários vindos de fontes ilegais pode configurar crime de lavagem de dinheiro, com pena de três a 10 anos de prisão, ou de receptação culposa, com pena de um mês a um ano de reclusão.
Conforme o procurador, deixar que Thomaz Bastos receba recursos de alguém investigado por uma série de atos ilícitos, que dão ensejo à lavagem de dinheiro, equivale a permitir que Cachoeira tire proveito do produto do crime e que os recursos sujos ingressem no patrimônio do representante e passem a circular como capitais limpos.
O ex-ministro da Justiça, disse, por meio de nota, que nunca foi questionado dessa forma em toda a carreira e que as indagações do procurador são um "retrocesso autoritário" e uma "tentativa de intimidação". Thomaz Bastos afirmou, ainda, que Pastana confunde réu e advogado, configurando abuso do direito de ação.