O Conselho Nacional do Ministério Público determinou instauração de sindicância para apurar a conduta dos seis procuradores da República que incluíram a governadora Yeda Crusius em ação de improbidade administrativa, ao lado de outros oito réus, pedindo, inclusive, o seu afastamento do cargo por suposto envolvimento na fraude do Detran. A decisão fora tomada em 3 de novembro, mas a publicação no Diário Oficial da União ocorreu somente na última sexta-feira.
O advogado de Yeda, Fábio Medina Osório, responsável por impetrar a reclamação, em Brasília, argumentou ao Conselho que houve espetacularização do caso, numa referência à entrevista coletiva concedida pelos procuradores do MP no dia 5 de agosto, quando eles anunciaram à imprensa a abertura de processo. Osório ainda embasou o pedido de investigação com afirmações de que o episódio teve caráter político e execração pública. Além disso, o advogado descreveu que houve violação de segredo de Justiça.
Caberá ao corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, Sandro Neis, a tarefa de verificar a conduta dos procuradores Enrico de Freitas, Alexandre Schneider, Adriano Raldi, Fredi Wagner, Ivan Marx e Jerusa Viecilli. A aplicação de sanções, caso verificadas irregularidades, fica por conta dos critérios da Corregedoria. Não há prazo determinado para o encerramento da investigação.
A governadora foi excluída da ação de improbidade administrativa, que segue transcorrendo na Justiça Federal de Santa Maria. O advogado Fábio Medina Osório aguarda o resultado da segunda reclamação impetrada por ele junto ao Conselho Nacional do Ministério Público. Desta vez, o alvo da iniciativa é o suposto vazamento para à imprensa, por meio do Ministério Público Federal (MPF), de um vídeo que mostra o vice-governador Paulo Afonso Feijó enumerando irregularidades que teriam sido cometidas pelos tucanos durante a campanha eleitoral, em 2006.
Procuradores que indiciaram governadora serão investigados
Advogado de Yeda argumentou ao Conselho Nacional do MP que houve espetacularização do caso