Política

Procuradoria prende prefeito de Criciúma por suposta fraude no serviço funerário

Segundo promotoria, gestor teria alterado legislação municipal que trata da concessão dos serviços funerários

Prefeito teria facilitado concessão para grupo criminoso
Prefeito teria facilitado concessão para grupo criminoso Foto : Julio Cavalheiro/Secom / GOV.SC

O Ministério Público de Santa Catarina prendeu na manhã desta terça-feira, 3, o prefeito de Criciúma, Clesio Salvaro (PSD), no bojo da Operação Caronte - investigação sobre fraudes envolvendo o serviço funerário da cidade localizada a 207 km de Florianópolis. O prefeito foi alvo de um dos dez mandados de prisão preventiva cumpridos nesta terça-feira. As diligências foram realizadas nas cidades de Criciúma, Florianópolis, Jaraguá do Sul e São José.

A ofensiva é aberta logo após o Ministério Público de Santa Catarina denunciar Salvaro e os demais investigados presos nesta manhã por supostos crimes de organização criminosa, fraudes licitatórias e contratuais, corrupção e crimes contra a ordem econômica e economia popular.

A Promotoria diz que o prefeito seria 'peça fundamental' para os fins da organização criminosa, pela competência que detinha para iniciar a alteração da legislação municipal que trata da concessão dos serviços funerários.

'Clesio Salvaro participou e agendou diversas reuniões com o núcleo empresarial sobre a licitação, objetivando benefícios ilícitos às empresas utilizadas nas ilicitudes, acompanhou com proximidade cada passo do certame licitatório, tomou decisões de cunho administrativo nos termos dos interesses do eixo privado, inaugurou a Central de Serviços Funerários, manteve contato com os empresários, marcou e participou de reuniões para tratar de um novo decreto sobre os serviços funerários e assinou um decreto cuja minuta foi elaborada pelos empresários de Florianópolis', registrou o MP na denúncia.

O prefeito se manifestou pelo Instagram na tarde desta terça-feira, 3. “Tenho certeza da minha inocência. Não há dolo, não há intenção, não há vantagem, não há nada que possa me incriminar”, disse em vídeo publicado. Salvaro afirmou que a prisão está relacionada à eleição municipal. “Eu sempre disse que meu maior desejo era no último dia de governo, reunir minha equipe, tomar um café, e sair pela porta da frente”, declarou.