A manifestação dos professores teve início por volta das 14h com a concentração no Largo Glênio Peres. Em seguida, centenas de docentes e apoiadores caminharam pela avenida Mauá e ruas Bento Martins e Duque de Caxias até chegarem em frente ao Palácio Piratini, onde fizeram o que foi chamado de “aula cidadã". Na última sexta-feira, o Executivo estadual anunciou o parcelamento dos servidores relativo ao mês de fevereiro.
Além do governador José Ivo Sartori, foram alvos do protesto dos professores o secretário da Fazenda, Giovane Feltes e o secretário da Educação,Vieira da Cunha. Os manifestantes acusaram o Piratini de planejar o fechamento de escolas, semelhante ao que ocorreu em São Paulo.
Grandes escolas, como Júlio de Castilhos e Instituto de Educação, aderiram à paralisação nesta segunda-feira. As aulas normais só começarão nesta terça para 800 mil estudantes da rede pública. O Cpers/Sindicato adiantou que outra manifestação irá ocorrer no próximo dia 18.
A Secretaria Estadual de Educação não se pronunciou sobre o número de escolas fechadas no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre. O governador José Ivo Sartori ainda precisa dar uma resposta ao secretário Vieira da Cunha sobre o pedido de nomeação de 496 docentes e a contratação de outras 1,4 mil pessoas para atuar em escolas de maneira emergencial. O Cpers fala em um déficit de 6 mil professores, que deixaram a rede pública em 2015.