Política

Proprietário da JBS abala o governo Temer: "Todo mundo acabará preso"

Em conversa com Joesley Batista, presidente dá aval para manter o silêncio de Eduardo Cunha

Em conversa com Joesley Batista, presidente dá aval para manter o silêncio de Eduardo Cunha
Em conversa com Joesley Batista, presidente dá aval para manter o silêncio de Eduardo Cunha Foto : Danilo Verpa / Folhapress / CP
"Todo mundo acabará preso". A afirmação foi feita há poucas semanas por Joesley Batista, o proprietário da maior empresa de frigoríferos do mundo (JBS) que, pressionado por vários escândalos de corrupção, tenta salvar sua pele colocando o presidente Michel Temer contra a parede.

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Joesley, com 44 anos, também é dono das Havaianas e exerce uma influência política conhecida em Brasília. Segundo o jornal O Globo, gravou Temer secretamente em uma reunião em que discutiram subornos para calar Eduardo Cunha.

O presidente do conglomerado J&F, um negócio familiar que conseguiu internacionalizar junto com seu irmão Wesley, entregou supostamente essa prova explosiva à justiça em troca de benefícios.

O gabinete da Presidência nega as acusações, mas o terremoto político voltou a estremecer o Brasil um ano após o impeachment.

Embora Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtura, tenha sido até agora o personagem mais temido pelos políticos no contexto da operação Lava-Jato, foi o poderoso e desconhecido magnata do agronegócio que realmente ameaçou o governo Temer.

E fez isso de forma rápida e supostamente com provas flagrantes até agora inéditas na operação. O empresário de Formosa (Goiás, centro) decidiu-se pela delação premiada em abril, depois que investigadores da Lava-Jato encurralavam cada vez mais seus negócios.

As investigações sobre suas empresas tiveram início em julho de 2016, quando investigadores tentaram verificar se Joesley Batista havia pago subornos para a liberação de recursos mediante fraudes a fundos de investimentos, em um caso que o relacionava com o ex-deputado Cunha.