Política

Protesto colocou vida de vizinhos em risco, diz Fortunati

Prédio onde mora prefeito de Porto Alegre foi depredado durante manifestação

Prédio onde prefeito mora foi pichado e depredado durante protesto na Capital
Prédio onde prefeito mora foi pichado e depredado durante protesto na Capital Foto : Tarsila Pereira
O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, pediu providências ao governador Tarso Genro apó o manifesto seguido de depredação ocorrido em frente ao seu prédio no Centro de Porto Alegre, nessa terça-feira. Segundo ele, a Brigada Militar (BM) não impediu a depredação no local e a segurança de pessoas foi colocada em risco. “A Brigada Militar estava muito próxima e assistiu passivamente o protesto. Colocou a vida dos meus vizinhos em risco”, afirmou.

Por isso, o prefeito formulou um ofício para a encaminhar ao Estado, relatando o incidente. Ele já havia dito, através do Twitter, que solicitará ao governador Tarso Genro mais segurança para a área nos dias de manifestações. Fortunati não estava no imóvel quando ocorreu o vandalismo próximo à Praça da Matriz. “Não é a primeira vez. Isso acontece de forma repetida”, destacou.

Na opinião de Fortunati, as forças de segurança sabem que alguns grupos se infiltram nos atos legítimos. “As instituições não podem ficar caladas diante do que está acontecendo”, observou. “Ali não é um prédio qualquer, é onde mora o prefeito de Porto Alegre, eleito democraticamente. Trabalho pela cidade e percebo que não recebo a proteção. Os meus vizinhos não recebem proteção por morar onde mora o prefeito”, continuou.

O 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) é o que cobre a área. O comandante André Córdova disse que sua equipe estava atuando no local, porém ele não quis responder a reclamação do prefeito.

Quem mora no Centro está preocupado com a violência durante os protestos. O presidente da Associação dos Moradores, Paulo Guarnieri, disse que o assunto não chegou a ser discutido na entidade, mas ele tem ouvido a revolta dos proprietários e locatários de imóveis da região. “A população está atônita. As razões dos protestos são justas, mas ocorrem de forma equivocada”, ressaltou. Segundo ele, o custo das depredações recai sobre os contribuintes. “O aparelho de segurança pública deve conter esses abusos e garantir ações ordeiras e sem agressões”, observou.

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