Política

Protesto de policiais contra reforma causa quebra-quebra na Câmara

Com presença da tropa de choque, foram lançadas bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta

Protesto de policiais contra reforma causa quebra-quebra na Câmara
Protesto de policiais contra reforma causa quebra-quebra na Câmara Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP
Protesto de policiais civis contra a reforma da Previdência provoca tumulto e quebra-quebra no prédio do Congresso Nacional nesta terça-feira. Eles tentaram entrar no prédio da Câmara dos Deputados pela chapelaria - um dos
principais acessos de parlamentares, imprensa e público em geral.

O acesso do grupo ao prédio foi impedido pela segurança legislativa e o confronto teve início com a presença, inclusive, da tropa de choque. Foram lançadas bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta, muitas pessoas estão passando mal e os manifestantes quebraram os vidros da chapelaria.

O acesso ao prédio do Senado foi trancado e o plenário da Câmara dos Deputados, onde está prevista a votação na tarde de hoje do projeto de recuperação fiscal dos Estados, também foi fechado.

Detidos

O deputado Lincoln Portela (PRB-MG) disse no período da tarde desta terça-feira que pelo menos seis policiais estão detidos neste momento em razão da manifestação. Segundo o parlamentar, seriam dois policiais rodoviários federais, dois federais e pelo menos dois policiais civis detidos na delegacia interna da Câmara. Segundo o deputado, um grupo foi recebido na liderança do governo, onde conversa neste momento com o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA).

Portela disse também que o grupo está frustrado com a proposta, que chamou de "colcha de retalhos". O parlamentar afirmou que a categoria está há meses negociando, mas sem sucesso. "Estamos negociando há sete meses e não vemos nenhum retorno", declarou. Neste momento, os policiais que protestavam começam a recuar e já descem a rampa de acesso ao Salão Negro do Congresso.