A movimentação de ativistas com faixas e cartazes, escoltados por dezenas de policiais protegidos por trajes especiais, acabou virando uma atração turística à parte. Os bares continuaram funcionando e os frequentadores, formados em boa parte por visitantes que estão na cidade por causa da Copa do Mundo, chegaram a participar. Um estrangeiro até pediu para posar com uma máscara anti-gás utilizada por jornalista.
Apesar do grande número de policiais, incluindo homens do Batalhão de Choque, houve pouca repressão, limitada à detenção de um mascarado e a disparos eventuais de gás de pimenta. Uma bomba com fumaça azul também foi jogada pela polícia, para desobstruir a Avenida Mem de Sá, que liga o centro à zona norte.
Por volta das 20h30 os ânimos se acalmaram e a polícia conseguiu liberar o trânsito, empurrando os manifestantes de volta ao largo junto aos Arcos da Lapa. Além de protestar contra os gastos públicos excessivos com a Copa do Mundo, os ativistas também pediam mais recursos para as áreas de saúde e educação.