Política

Protocolado mandado por votação em separado de denúncias contra Temer e ministros

Deputado do PCdoB quer quatro votações em Plenário sobre acusações de corrupção

Deputado do PCdoB quer quatro votações em Plenário sobre acusações de corrupção
Deputado do PCdoB quer quatro votações em Plenário sobre acusações de corrupção Foto : Luis Macedo / Câmara dos Deputados / CP
Integrante da oposição, o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) protocolou nesta segunda-feira, no Supremo Tribunal Federal mandado de segurança para pedir a votação separada na Câmara das denúncias da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). A votação da aceitação ou não das denúncias no plenário da Casa está marcada para quarta-feira.
 

No mandado, o deputado pede que a Câmara realize quatro votações. "A primeira é de que Temer é líder da organização criminosa. A segunda, de que Padilha é membro dessa organização. A terceira, de que Moreira também é membro. A quarta acusação é de que Temer obstruiu a Justiça", afirmou. Segundo ele, o mandado pretende anular ato da Mesa Diretora, presidida por Rodrigo Maia (DEM-RJ), que determinou que as denúncias fossem votadas de forma unificada. O relator do mandado é o ministro Marco Aurélio Mello.

 

Temer e os ministros foram denunciados conjuntamente pela PGR por organização criminosa. O presidente também foi denunciado sozinho por obstrução da Justiça. As acusações têm como base as delações dos executivos do Grupo J&F e do corretor Lúcio Funaro, apontado pela Lava Jato como operador financeiro de propinas a políticos do PMDB. A denúncia foi apresentada em setembro pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot.

 

Quando o STF enviou a denúncia para a análise da Câmara, a Corte não a desmembrou. A oposição e membros do chamado Centrão (base aliada) chegaram a defender a votação em separado. O presidente da Câmara, porém, negou o pedido, assim como o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).