Política

Provocações marcam debate entre candidatos à Presidência na Record

Confronto direto contou com respostas tensas e ásperas dos candidatos

O debate contou com perguntas de jornalistas e suscitou pedidos de direitos de respostas
O debate contou com perguntas de jornalistas e suscitou pedidos de direitos de respostas Foto : Antonio Chahestian / TV Record / CP
Confronto e provocações diretas marcaram o debate entre os candidatos Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Everaldo Pereira (PSC), Luciana Genro (PSol), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB), na Record, na noite deste domingo. Apresentado pelos jornalistas Adriana Araújo e Celso Freitas, âncoras do Jornal da Record, e contando ainda com perguntas de jornalistas, o debate foi tenso e suscitou vários pedidos de direitos de respostas por parte da candidata do PT à reeleição.

Logo na abertura, Luciana perguntou para Dilma sobre a questão dos aposentados e chamou de “maldade” os reajustes dados a eles nos últimos anos. A petista disse que o seu governo aumentou muito a cobertura de aposentadorias.

“Passamos de 37 milhões para 60 milhões de aposentados. Hoje, 67% dos aposentados estão na faixa de um salário mínimo. De 2003 a 2014, esses 67% de aposentados tiveram 71% de aumento acima da inflação”, afirmou.

Luciana concordou e, na réplica, cutucou Aécio. “Sim, a maioria dos aposentados ganha até um salário mínimo porque no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi criado o fator previdenciário, mantido pelo PT”. Em seguida, Dilma se dirigiu a Marina, questionando sobre o seu voto com relação à CPMF, imposto que seria destinado à área da saúde.

“Mudei de partido para não mudar de ideias e princípios”, respondeu Marina. A petista contraatacou ao afirmar que não entende como Marina pode esquecer que votou quatro vezes contra recursos a mais para a saúde. “Me estarrece que a senhora não lembre que votou contra”, disse Dilma. Marina retrucou: “Votei à favor da CPMF, sim. Isso é mais uma distorção que o PT quer me atribuir.”

Marina então perguntou a Aécio sobre a questão energética. O tucano defendeu a maior diversificação das fontes energéticas. “Se houve investimentos em parques eólicos no Nordeste não teve planejamento para construir as linhas de transmissão para interligar o sistema”, criticou.

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