Política

PSB e PDT desenham acordo no Estado para eleições de 2014

Lideranças dos partidos visualizam possibilidade de selar aliança

Poucas vezes o prazo determinado pela legislação eleitoral para filiação partidária (encerrado no dia 5 de outubro para quem quiser concorrer em 2014) causou tão forte impacto nos partidos políticos como agora. A avaliação nas legendas é a de que o quadro eleitoral está diferente no Estado e que as legendas precisam rever suas ações a partir dos movimentos do PSB e do PDT no Rio Grande do Sul. "O cenário mudou. Os partidos que já tinham montado suas estratégias terão que repensar", afirmou o deputado estadual Miki Breier (PSB).

Tanto o socialista como o presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Júnior, visualizam que as recentes movimentações dos partidos aproximaram as siglas. "Podemos criar uma condição boa. Não dá para dizer que isso não nos aproximou com o PSB", disse Bolzan.

Miki afirmou também que as conversas que o pré-candidato do PSB ao Planalto, Eduardo Campos, vem mantendo com os pedetistas reforçam a viabilidade da aliança. "Esse diálogo aumentou muito a possibilidade disso (coligação) acontecer. O Eduardo vem conversando seguidamente com o PDT", revelou.

Bolzan reafirmou que a sigla não abre mão de disputar as eleições com candidato ao governo do Estado e ao Senado. "Sempre conversamos com nossos possíveis aliados sobre essa possibilidade e consideramos que vamos mais fortes para a disputa dessa forma. Além disso, teremos partidos aliados que têm foco nas eleições proporcionais, e daremos agora essa reciprocidade com quadros fortes", declarou.

O PDT já informou ao Palácio Piratini que baterá o martelo no dia 7 de dezembro sobre o rumo que a sigla tomará em 2014, quando se reúne o diretório estadual ampliado.

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