Mesmo distante no calendário, as eleições internas do PSDB já começam a movimentar os bastidores do partido no Rio Grande do Sul. A renovação do comando estadual tradicionalmente ocorre em abril, porém teve a data adiada para que a sigla possa ampliar o número de novos filiados, crescente desde o segundo turno das eleições quando o partido somou mais de 51 milhões de votos. A mudança no calendário foi determinada pelo presidente nacional do partido, Aécio Neves, que marcou as escolhas estaduais para 7 de junho.
O partido confirmou também o prazo mínimo de 30 dias de filiação para que um integrante possa votar e ser votado nas convenções. O prazo anterior era de pelo menos seis meses de filiação. A mudança não agradou a alguns membros antigos. Segundo eles, é possível que algum “aventureiro”, sem ligação com a legenda, dispute as eleições.
Atual presidente, o deputado Adílson Troca é fortemente criticado pelas bases e líderes da sigla. Troca já afirmou que não tem interesse em entrar na disputa. Ele acredita ter cumprido seu papel no comando da legenda e que a oxigenação da sigla será benéfica.
Segundo fonte ligadas ao partido, a disputa ficaria entre o deputado federal Nelson Marchezan Júnior, que já comandou o partido no biênio 2011/2012, e o deputado estadual Jorge Pozzobom. Não estaria descartada a indicação de uma terceira via liderada pelo ex-prefeito de Nova Petrópolis, Luiz Irineu Schenkel.
PSDB se prepara para disputa interna no RS
Marchezan Júnior, Pozzobom e Irineu Schenkel são nomes mais fortes para comando estadual