Política

PSDB vai propor mínimo de R$ 600 no Senado

Partido também apresentará emenda para que a presidente não conceda os reajustes dos próximos anos por decreto

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), anunciou nesta quinta-feira duas emendas ao projeto do salário mínimo, aprovado na noite de ontem pela Câmara Federal. A primeira das emendas é a que fixa em R$ 600 o valor do mínimo, contrapondo os R$ 545 do projeto do governo. Para esta emenda, Dias quer o apoio do DEM que, na Câmara, defendeu o valor de R$ 560.

A segunda emenda a ser apresentada por Dias é para retirar do projeto a autorização para que a presidente Dilma Rousseff conceda os reajustes dos próximos anos por decreto. Ele argumenta que este artigo é inconstitucional. "Reajuste do mínimo tem de ser feito por lei", diz.

Dias ainda consultará a bancada do partido, mas diz não ver problemas em votar o mínimo já na próxima semana, como defende o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR). "Pessoalmente eu não vejo problema. Temos de ser eficientes e estas questões precisam ser resolvidas com rapidez. Votar amanhã ou daqui um mês não muda o resultado".

O presidente da Força Sindical-RS, Cláudio Janta, disse em entrevista ao site do Correio do Povo, nesta quinta-feira, os trabalhadores viram ontem, na aprovação do reajuste, o que jamais imaginavam. “Sindicalistas históricos votaram contra o aumento. Estamos frustrados”, disse, citando nomes como os dos deputados Aldo Rebelo (PCdoB), João Paulo Cunha (PT), Vicentinho (PT) e Ricardo Berzoini (PT). “Pessoas que fundaram a CUT, que moldaram o movimento sindical foram ao plenário ontem para dizer que o trabalhador não precisa de R$ 0,50 por dia.”


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