A executiva estadual do Partido Socialismo e Liberdade (PSol) se reúne no início da tarde desta quinta-feira para divulgar o posicionamento da sigla sobre o segundo turno das eleições estaduais. Conforme adiantou o presidente do partido no Rio Grande do Sul, Pedro Ruas, o PSol será “forte oposição” independentemente de quem vencer o segundo turno.
“Nós seremos oposição, seja o governador Sartori ou o governador Tarso Genro. O PSol não é um partido que negocia cargos, vantagens, para ter uma posição definida, que deve ser a formalização da liberação dos filiados, somente isso”, afirmou Ruas em entrevista à Rádio Guaíba.
Ruas garantiu ainda que o PSol não vai “proibir” o voto para nenhum dos candidatos, como fez a Executiva nacional do partido.
A decisão, que ao que tudo indica já está tomada, passará pelos 17 integrantes da Executiva Estadual. Doze deles, segundo Ruas, já confirmaram presença na reunião que ocorrerá em seu gabinete a partir das 13h.
Ontem, o PSol nacional divulgou carta aberta informando seus correligionários: “Dilma não nos representa. Nenhum voto em Aécio”. Entre as alegações para que o eleitor não direcione votos a Aécio Neves, o PSol acusou o PSDB de defender os interesses das elites econômicas e as privatizações .
Na nota, Luciana Genro ainda sustentou que a candidata petista Dilma Rousseff também não representa o desejo de mudanças que tomou as ruas em 2013. O PSol frisou, por exemplo, que o Planalto é contra a taxação das grandes fortunas e a auditoria da dívida pública, além de não ter abraçado bandeiras como o combate à terceirização e à precarização das relações de trabalho, o fim do fator previdenciário, a criminalização da homofobia e a defesa do casamento civil igualitário.