Toffoli destacou que teve aprovação de dois terços dos senadores, inclusive da oposição, para integrar o STF. A escolha do presidente do TSE é feita de forma burocrática. Com o fim do mandato do ministro Marco Aurélio Mello, a vaga é dada automaticamente ao ministro mais antigo da Corte, que ainda não tenha ocupado o cargo.
O novo presidente do TSE disse que o tribunal vai analisar a prestação de contas dos partidos e que, se houve irregularidade sobre a utilização de verbas do fundo partidário para pagar a defesa de réus do mensalão, isso será analisado pelo tribunal. “Se houve a utilização de recursos do fundo para alguma atividade, que não a atividade exclusivamente partidária, haveria irregularidade”, disse o ministro. “O tribunal em momento oportuno vai julgar e decidir.”
Toffoli também comentou a informação de que PT, PSDB e PSB juntos estimam gastar R$ 500 milhões, a maior parte com doações de empresas. Toffoli relatou ser favorável à doação mista como novo modelo de financiamento de campanha, dividindo entre parte pública e pessoa física. “Ele (o cidadão) vai se sentir mais comprometido a cobrar, a criticar e a participar da democracia. Eu sempre lembro que essa questão de financiamento não é financiamento de partido ou de campanha, é financiamento da democracia. Quem financia a democracia hoje são grandes setores econômicos, não a cidadania”, afirmou.
Ex-assessor de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil condenado pelo Supremo no processo do mensalão, Toffoli deve ficar na presidência do TSE pelos próximos dois anos. A posse teve a presença da presidente Dilma Rousseff e de dois possíveis candidatos à Presidência da República: o senador Aécio Neves (PSDB) e o presidente do PSB, Eduardo Campos.