Política

PT gaúcho examina medida jurídica contra aposentadoria especial na AL

Impacto estimado da medida é estimado em R$ 600 mil

Deputado Raul Pont (PT) adiantou que o PT pode recorrer à Justiça
Deputado Raul Pont (PT) adiantou que o PT pode recorrer à Justiça Foto : Marcelo Bertani / ALRS / CP
Após a aprovação da aposentadoria especial em benefício próprio, pelos deputados gaúchos, nessa terça-feira, o Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul confirmou hoje que a Executiva Estadual vai se reunir, na próxima segunda-feira, para analisar a possibilidade de ingressar com medidas judiciais contra o Plano de Seguridade Social. Dos 14 votos contrários à proposta, apresentada pela Mesa Diretora da Assembleia, 12 foram de parlamentares petistas, um de um pedetista e um de um tucano. Segundo o presidente estadual do PT, Ary Vanazzi, os valores que podem vir a ser repassados aos parlamentares aposentados comprometem as finanças do Estado. Na terça-feira, o presidente da Assembleia estimou impacto anual de R$ 600 mil.

Na terça-feira, após ser o único parlamentar a se pronunciar da tribuna contra o projeto legislativo, o deputado Raul Pont (PT) adiantou que o PT pode recorrer à Justiça. No fim da tarde, a legenda emitiu nota classificando de “absurdo” que membros do Legislativo tenham criado “um privilégio para uma parcela que já usufruiu de uma série de regalias”. O texto também menciona a postura de parlamentares que, durante a campanha, faziam críticas ao gasto de dinheiro público e, depois de eleitos, votaram a favor da aposentadoria especial, nessa terça. O partido não explica, porém, por que dois integrantes da própria bancada se abstiveram de votar, mesmo em plenário – Míriam Marroni e Luiz Fernando Mainardi.