Das quatro maiores cidades, apenas em Canoas a sigla venceu, reelegendo Jairo Jorge com grande vantagem. Mas a situação de Jorge é apontada como "específica", já que ele se apoia em uma coligação com 17 partidos, entre eles tradicionais adversários no Estado e na Capital, como PMDB e PP, além de, entre todos os candidatos, ser o único a contar com apoio "diferenciado" do governador Tarso Genro.
A professora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Ufrgs, Maria Izabel Noll, que trabalha com geografia política, avalia que o que acontece com o PT atualmente pode em parte ser explicado pelo que ela denomina de "teoria da pedra no lago". Porque, nas últimas décadas, as grandes siglas parecem fazer o mesmo movimento gerado pela pedra que é atirada em um lago e vai gerando círculos até as margens. “Na década de 80, o PMDB era o grande partido das capitais. Com o passar dos anos, em linhas gerais, foi indo ou sendo empurrado para as médias cidades e, depois, para as micro e pequenas. Nos anos 90 veio o "boom" do PT e do PSDB. Hoje o PT vai perdendo grandes e médias e chegando aos municípios de 50 mil, 20 mil habitantes. No país, a sigla da vez é o PSB.”
Além dos ciclos dos partidos, uma extensa lista de fatores determinou os resultados negativos para petistas em Caxias do Sul e Porto Alegre. Em Caxias, a derrocada começou após o deputado Pepe Vargas ser convidado para assumir o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Além disso, em Caxias, como na Capital, pedetistas, peemedebistas e petebistas estão na mesma aliança. Para o terceiro mandato consecutivo.
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