Política

PT vai discutir mensalão só depois do segundo turno

Para secretário, há consenso no partido de que é melhor esperar fim do julgamento

A executiva nacional do PT discutirá o mensalão, mas só depois das eleições, disse nesta sexta-feira o secretário de organização do partido, Paulo Frateschi. O assunto tem entrado em pauta nas reuniões do partido, mas a tomada de posições vem sendo adiada. Há um consenso de que é melhor aguardar o fim do julgamento, que pode coincidir com o segundo turno das eleições, para se debruçar sobre o tema. "A executiva vai discutir isso (mensalão), aliás, gostaríamos de já ter conversado, mas ainda não foi possível", disse.

De acordo com Frateschi, não existe clima para enquadramento partidário dos petistas julgados e condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente nacional da legenda José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares. O que pode ocorrer é um pedido para que se mantenham, por ora, afastados da linha de frente na política e na sigla. Frateschi vê o PT como o partido que deu a volta por cima nas eleições municipais. "Antes, os adversários diziam que nossas chances se resumiam a Rio Branco (capital do Acre). Hoje, estamos competindo com boas chances em cinco capitais, com grande possibilidade de vitória em São Paulo."

Frateschi vê o PSDB como o partido que mais encolheu até agora: "Tudo o que falavam que ia acontecer com a gente, aconteceu com eles". Segundo o petista, em São Paulo, os tucanos correm o risco de perder cidades em que tiveram longa hegemonia, como Sorocaba e Taubaté. Ele destacou o esforço que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz para ajudar os candidatos petistas Brasil afora. "Ele saiu de uma doença grave e está cansado, mas não para", acrescentou.

Lula e a presidente Dilma Rousseff vão neste sábado a Campinas (SP) em apoio ao petista Márcio Pochmann, que disputa o segundo turno com Jonas Donizete, do PSB. "Lula e Dilma tinham de ir lá, pois o PT foi provocado. O outro candidato levou o Aécio (Aécio Neves, do PSDB), o Alckmin (governador tucano Geraldo Alckmin) e o Eduardo Campos (governador de Pernambuco) e diz que tem o apoio da presidente Dilma."

Na próxima semana, depois de visitar capitais do Nordeste – Fortaleza, João Pessoa e Salvador –, entre terça e quarta-feira, Lula vai também a Cuiabá, na quinta-feira. Ele aceitou o pedido do candidato petista Lúdio Cabral, que enfrenta Mauro Mendes, do PSB, e vai subir em seu palanque.


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