O PMDB deve ter o maior tempo de rádio e TV, com cerca de 6min22s. A coligação Um Novo Caminho para o Rio Grande é a que reúne o maior número de partidos: PMDB, PSB, PSD, PPS, PTdoB, PHS, PSL e PSDC. A aliança ainda terá o apoio da Rede Sustentabilidade, da ex-ministra Marina Silva, que tem seus candidatos filiados ao PSB já que não é reconhecido como partido pela Justiça Eleitoral.
A coligação do PT —PTB, PCdoB, Pros, PTC, PPL e PR — foi registrada como Unidade Popular pelo Rio Grande, com tempo estimado para propaganda em 5min30s. O PP tenta voltar a governar o Estado após mais de 30 anos. Seu último governador foi Jair Soares, que assumiu em 1983, quando partido ainda se chamava PDS. Depois dele, o Estado foi governado por PMDB (três vezes), PT (duas vezes), PDT (uma vez) e PSDB (uma vez). O partido vê em Ana Amélia a maior liderança surgida nos últimos anos. A influência da senadora trouxe para a aliança PSDB, Solidariedade e PRB, o que totaliza 4min30s no rádio e na TV.
Para se tornar candidato do PDT, Vieira da Cunha teve de vencer a resistência do partido. Uma parte da sigla defendia a permanência no governo Tarso, onde detinha três secretarias. A coligação Rio Grande Merece Mais, que reúne ainda Dem, PSC, PEN e PV, tem cerca de 3 minutos para propaganda. Robaina, que não conseguiu repetir a coligação com o PCB, se aliou apenas com o PSTU e terá 51 segundo de propaganda. Correm por fora candidatos dos partidos menores: João Carlos Rodrigues, Edison Estivalete e Humberto Carvalho.
Majoritárias devem gastar R$ 81,5 milhões
As candidaturas majoritárias — compostas por governador, vice e senador — pretendem investir R$ 81,5 milhões, segundo dados declarados ao TRE/RS e informados pelos partidos. O PT é o partido que projeta aplicar a maior quantia em sua campanha: R$ 34 milhões, sendo R$ 17 milhões para a campanha de governador e o mesmo valor para a campanha ao Senado. Já o PCB tem a estimativa de gastos mais modesta: R$ 15 mil.
O segundo maior investimento será do PMDB, com R$ 20 milhões. O PP pretende despender R$ 14,5 milhões. Em seguida, vem o PDT, com estimativa de gastos na ordem de R$ 5 milhões.
Depois, figura o PMN, com previsão de investir R$ 5,1 milhões na campanha majoritária. O PRTB pretende aplicar a quantia de R$ 2 milhões. O PSol, por sua vez, declarou ao tribunal a intenção de desembolsar R$ 910 mil divididos entre candidatos ao Piratini e ao Senado.