Política

Quando PF realiza ofensiva tem razões e provas, declara Tarso

Secretário estadual de Meio Ambiente foi afastado após prisão por suposto envolvimento em corrupção

Policiais federais cumpriram 29 mandados de busca e apreensão e de prisão na manhã de hoje
Policiais federais cumpriram 29 mandados de busca e apreensão e de prisão na manhã de hoje Foto : André Ávila
A prisão do secretário estadual do Meio Ambiente Carlos Niedersberg (PC do B), durante a Operação Concutare da Polícia Federal (PF), chegou ao conhecimento do governador Tarso Genro no momento em que parte da comitiva gaúcha que visita o Oriente Médio se deslocava de Jerusalém para Haifa, em Israel, nesta segunda-feira. Tarso lembrou que, quando a PF realiza uma ofensiva nesses moldes, tem "razões e provas muito fortes que incluem escutas telefônicas e análises de documentos".

Tarso anunciou o afastamento preventivo de Niedersberg. “Nós temos de levar em consideração que é uma ação da polícia séria. Determinei o imediato afastamento de qualquer servidor do Estado que porventura esteja sob investigação”, ressaltou Tarso. “O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, me avisou a respeito da prisão que seria realizada no início da manhã”, revelou.

Como Niedersberg é uma indicação do PC do B, o governador telefonou para o presidente estadual da sigla, deputado estadual Raul Carrion, que também viajou ao Oriente Médio, mas que se encontrava em outra agenda, para pedir que adotasse as medidas necessárias. 

Em nota oficial, o governo do Estado disse que outros servidores supostamente envolvidos também devem ser afastados. "Não apenas o secretário será afastado. Se soubermos de qualquer outro nome do governo do Estado envolvido, ele será igualmente afastado. Essa é uma medida preventiva", assegurou Tarso. O governador também determinou que o Executivo auxilie no trabalho da PF.

Ordens judiciais em oito cidades gaúchas

Conjuntamente com o Ministério Público do Estado, os policiais federais cumpriram 29 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios gaúchos de Caçapava do Sul, Canoas, Caxias do Sul, Pelotas, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, São Luiz Gonzaga e Taquara, além de Florianópolis, em Santa Catarina.

A ação identificou um grupo criminoso formado por servidores públicos, consultores ambientais e empresários. Os investigados atuariam na obtenção e na expedição de concessões ilegais de licenças ambientais e autorizações minerais junto aos órgãos de controle ambiental. No total, 18 pessoas foram detidas.




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