Política

Quase 17 anos depois, julgamento da morte de PC Farias será iniciado

Júri popular se reúne pela primeira vez nesta segunda-feira para analisar caso que tem quatro acusados

Tesoureiro de Collor em 1989 foi encontrado morto ao lado da namorada
Tesoureiro de Collor em 1989 foi encontrado morto ao lado da namorada Foto : CP Memória
Quase 17 anos depois da morte do empresário Paulo César Farias, o PC Farias, e da namorada, Suzana Marcolino, em uma casa de praia de Guaxuma (Alagoas), começa nesta segunda-feira o julgamento de quatro envolvidos no caso. O casal foi morto a tiros. Na ocasião, os peritos concluíram que o crime foi passional, mas há controvérsias sobre essa interpretação. Os quatro acusados que irão a júri popular trabalhavam como seguranças do assessor de Fernando Collor nas eleições de 1989.

A assessoria do Tribunal de Júri do Fórum de Maceió confirmou que o julgamento começará às 13h. A previsão é que a sentença seja proferida pelo juiz Maurício Breda, da 8ª Vara Criminal, no prazo de quatro a cinco dias. A expectativa é que, ao longo da semana, o julgamento comece por volta das 9h e siga até as 20h. Serão julgados Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva. No total, serão ouvidas mais de 25 testemunhas entre acusação e defesa.

Tesoureiro do ex-presidente Collor, PC Farias era apontado como um dos principais assessores do governo. Ele foi denunciado por sonegação fiscal, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. A morte do empresário e da namorada gerou uma série de versões, inclusive a de que ela o matou e, em seguida, cometeu suicídio. Os parentes e amigos de PC Farias, entretanto, sempre rebateram essa versão. O promotor do caso é Marcos Louzinho e o advogado de defesa é José Fragoso Cavalcanti.


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