Em Caxias do Sul, o ex-centroavante de Inter, Fluminense e Atlético-PR Washington Coração Valente estreou bem na vida política e foi eleito vereador com mais de 8 mil votos. Leopoldo Benatti, conhecido como Raquete, se elegeu vereador por Bento Gonçalves. O ex-zagueiro do Esportivo teve 751 votos.
Destaque do Grêmio durante a década de 90, o ex volante Dinho representou o DEM e buscava se eleger como vereador. O número de votos alcançados (3613), no entanto, não foi suficiente para colocá-lo na vida política. O ex-atacante Fabiano, do PC do B, também não foi eleito, mas fez honrosos 2.424 votos. O Príncipe Jajá, que brilhou pelo Colorado nos anos 70, precisará esperar por mais quatros para buscar uma vaga como vereador. A campanha arrecadou 644 votos.
Embora nunca tenha sido atleta, o candidato denominado de Fanático tentou um lugar na Câmara se utilizando de um personagem que frequenta o estádio Beira-Rio nos jogos do Inter. O representante do PP conseguiu 856 votos na cidade de Porto Alegre. Orlando do Surfe, do PTB, teve um desempenho mais tímido, com 485 votos.
No interior do Estado, o esporte também serviu como plataforma para ex-jogadores. Em Sapucaia do Sul, Mazaroppi, do PMDB, concorreu ao cargo de vereador, mas não conseguiu se eleger com os 994 votos somados. Em Cachoeirinha, o ex-meia Carlos Miguel, do PMN, fez 350 e não garantiu um lugar na Câmara do município.
Dirigente, técnico e talismã nas eleições pelo Brasil
No Brasil, outros esportistas também tentaram entrar na vida política como vereadores. Entre eles, o talismã da Fiel, o ex-jogador Tupãzinho, eleito em Tupã (SP) com 908 votos. Em Curitiba, o ex-jogador Aladim (PV) vai para seu terceiro mandato como vereador, e o ex-atacante Paulo Rink (PPS) também foi eleito, com 5.625 votos.
Ex-dirigente do São Paulo, Marco Aurélio Cunha (PSD) foi reeleito com 40.130 votos para vereador na capital paulista. Marcelinho Carioca (PSB), com 19.729 votos; Ademir da Guia (PR), com 14.345 votos; e Dinei (PDT), com 9.243, ficaram fora.
No Rio de Janeiro, o ex-jogador Andrade (PSDB) teve uma votação expressiva, mas ficou fora na eleição para vereador por causa do coeficiente eleitoral. Ele foi o 29º mais votado, com 16.609 votos, mas ficou sem lugar na Câmara. Ex-zagueiro, Gonçalves (DEM) também ficou fora, com 4.842 votos.
O árbitro Marcelo de Lima Henrique (PV) se candidatou a vereador por Itaboraí (RJ), mas recebeu apenas 226 votos e ficou fora. O ex-goleiro Roger (PC do B), que passou por Flamengo e São Paulo, ficou em segundo na eleição para prefeito em Cantagalo, no interior do Rio.