Queiroga vai ao Senado explicar nota técnica anti-vacina

Queiroga vai ao Senado explicar nota técnica anti-vacina

Além de prestar esclarecimentos sobre as diretrizes, Queiroga deve ser questionado sobre a demora para incluir crianças no PNI

R7

Queiroga vai ao Senado explicar nota técnica anti-vacina

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Está marcado para esta terça-feira (29) o comparecimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, à CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senado para explicar nota da pasta contra as diretrizes da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde) para tratar pacientes com Covid-19 e que questionava a eficiência da vacina contra a doença. A audiência de Queiroga tinha sido marcada inicialmente para 9 de março, mas já foi adiada primeiro para o dia 16 e, então, para esta terça. 

Os senadores querem saber se a pasta pode voltar atrás na decisão de barrar as diretrizes. Os relatórios aprovados pela Conitec, comissão técnica ligada ao ministério, contraindicavam o uso de medicamentos que compõem o chamado 'kit Covid' no tratamento de pacientes acometidos pela doença. Ao não acatar a decisão da Conitec, o ministério deixou em aberto a possibilidade do uso de remédios sem eficácia comprovada cientificamente.

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O requerimento de convocação traz o argumento de que, ao rejeitar as diretrizes, o Ministério da Saúde comprova a adoção de medidas ineficazes para combater a Covid-19. O ministro disse não estar preocupado com as convocações. "Já fui outras vezes ao Congresso e irei quantas vezes forem necessárias. E o que que eu vou mostrar lá? O que eu estou fazendo aqui. É até uma boa oportunidade," disse o ministro.

Além de prestar esclarecimentos sobre as diretrizes, Queiroga deve ser questionado sobre a demora em incluir a imunização de crianças de 5 a 11 anos no PNO (Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19).

A inclusão do público infantil veio mais de um mês depois da aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) do uso da Pfizer para crianças e ainda contou com consulta e audiência pública para debater o tema, o que foi considerado por sociedades médicas uma discussão desnecessária em meio à urgência da inclusão.


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