Preso neste sábado, o general Walter Braga Netto tem vasta trajetória no Exército, mas também na política. Ele foi ministro na gestão passada da presidência, além de ter sido o candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL), quando ele tentou a reeleição e foi derrotado, em 2022.
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No governo de Bolsonaro, ele comandou a Casa Civil (que é responsável pela articulação institucional) em 2020, período em que foi responsável por coordenar a resposta do governo Bolsonaro à pandemia de covid-19.
No ano seguinte, ele esteve à frente do ministério da Defesa. Em julho de 2021, Braga Netto, no cargo, condicionou a realização das eleições de 2022 ao voto impresso.
Filiou-se ao partido de Bolsonaro, o PL, em um ato privado, fechado ao público, em março de 2022. Essa filiação viabilizou a participação dele na eleição.
Segundo a Polícia Federal, ele seria o 'cumpridor de ordens' e uma 'figura central' da tentativa de golpe que envolvia o assassinato do presidente Lula, Alckmin e Moraes.

Nascido em Belo Horizonte, Braga Netto, 65 anos, entrou no Exército em 1974. Na sua carreira, foi chefe do Grupo de Observadores Militares das Nações Unidas no Timor Leste, e adido do Exército na Polônia, no Canadá e nos Estados Unidos.
Também foi coordenador de defesa de área dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio-2016. Hoje é general da reserva do Exército.