Em sua página no Facebook, Benedito Tadeu César, afirmou que Prytoluk entrou no estúdio logo após a gravação da entrevista e afirmou que iria proibir a veiculação do programa. “Acabo de gravar um programa Entrevista Coletiva, na Rádio da Universidade, coordenado pela Sandra de Deus. Ao final da gravação, o André (Prytoluk), diretor da rádio, entrou no estúdio e proibiu a veiculação do programa, que deveria ocorrer agora às 11h, alegando que falamos em golpe e que já uma lei, que ele recebeu cópia ontem, proibindo que se faça críticas ao presidente da República e se falar em golpe”, escreveu o cientista político.
O cientista político seguiu em outro post condenando a atitude do diretor da rádio da universidade. “Ocorreram duas graves agressões que não podem passar despercebidas e sem reação. A primeira, à autonomia universitária e à missão primordial da universidade, que é o de geração e difusão do pensamento crítico e inovador. A segunda e igualmente importante, à autoridade docente, uma vez que a professora Sandra de Deus foi agredida em sua autoridade acadêmica, diante de seus alunos e durante uma atividade letiva”, completou.
Benedito Tadeu César revelou ainda que foi recebido pelo vice-reitor da universidade, Rui Vicente Oppermann, que ficou de conversar com Prytoluk para posteriormente dar o posicionamento da Ufrgs sobre o caso. O Correio do Povo entrou em contato com a assessoria de imprensa da Ufrgs, que informou que a posição da universidade sobre o caso será dada após uma reunião que acontece nesta quinta-feira.