Política

Raquel Dodge não comenta se abrirá ação contra Eduardo Bolsonaro

Filho de Jair Bolsonaro sugeriu em vídeo "fechar o STF" no caso de o Supremo barrar a candidatura de seu pai. Ministros do Supremo criticaram declaração

Raquel Dodge: "não anuncio o que vou fazer"
Raquel Dodge: "não anuncio o que vou fazer" Foto : Evaristo Sa / AFP / CP Memória
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, evitou comentar se vai tomar alguma atitude sobre a recente fala do deputado reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL) sobre como "fechar o STF". A afirmação do filho do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, gerou muita polêmica desde domingo e deixou a PGR sob forte pressão, inclusive de ministros do STF — Alexandre de Moraes pediu ação da PGR.

"Como conhecem meu comportamento desde que tomei posse, não anuncio o que vou fazer. Apenas comunicamos o que fizemos", disse Raquel, ao ser indagada sobre a fala de Moraes, após evento em São Paulo nesta terça-feira.

Vídeo gravado em julho, mas que veio à tona somente agora, mostra Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável do PSL, respondendo a pergunta sobre uma hipotética ação do Exército no caso de o STF tentar impedir seu pai de assumir a Presidência. Segundo o deputado mais votado em São Paulo nas eleições para a Câmara dos Deputados, bastariam "um soldado e um cabo" para fechar o Supremo.

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Nesta segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes disse que as declarações do deputado são "absolutamente irresponsáveis". Moraes defendeu que a PGR (Procuradoria-Geral da República) abra uma investigação contra o parlamentar por crime tipificado na lei de segurança nacional.

Questionada sobre a fala de Eduardo Bolsonaro, Raquel Dodge disse que "é importante que todos nós tenhamos um atitude comprometida com respeito às garantias individuais". Segundo a procuradora-geral, "não só palavras importam, atitudes também importam".