Política

Reajuste ao magistério pode chegar a 8%

Bancadas dos partidos chegaram a acordo nesta tarde na Assembleia Legislativa

As bancadas de todos os partidos chegaram a um consenso durante esta tarde, na Assembleia Legislativa, e deram acordo para a publicação dos dois projetos do magistério no Diário Oficial da Casa. Os líderes partidários também aprovaram a publicação de mais dez matérias enviadas pelo governo no início da madrugada de quinta-feira. Após o acordo, deputados aliados iniciaram negociação visando aumentar o índice de reajuste ao magistério. À saída do encontro, parlamentares admitiram que o Executivo poderá elevar a proposta de 6,08% para até 8%. Com isso, seria mantido o pagamento da primeira parcela de 4% em setembro e garantiria mais 2% em dezembro e 2% em março de 2011.

Na madrugada de quinta-feira, o governo enviou projeto de reajuste que oferece 6,08% parcelado em duas vezes - 4% em setembro e mais 2% em março de 2011. Na noite desta quinta-feira, o governo protocolou mais três propostas no Legislativo. Os projetos estendem o percentual de 6,08% para o quadro geral e para os técnicos-científicos e reorganizam o quadro de funcionários da Fase.

Sobre os projetos do magistério, o líder do governo Adilson Troca (PSDB) entende que os índices poderão ser revistos no fim de semana. Para Troca, a Assembleia terá papel fundamental na discussão dos projetos. “O governo respeita a Assembleia, que tem poder de negociação e vai continuar negociando”, destacou. A decisão, no entanto, deverá ser tomada apenas na segunda-feira, quando as bancadas voltam a se reunir no Parlamento com o presidente da Assembleia, Giovani Cherini (PDT), e o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian. “Todas as bancadas querem encontrar uma alternativa, chegar a uma proposta melhor. Podemos estudar a antecipação da última parcela e quem sabe algum índice para março”, admitiu o tucano.

Cherini ressaltou o apoio e a compreensão dos líderes das bancadas nas duas reuniões promovidas nesta quinta na sala da presidência. Apesar de alguns parlamentares terem ficado com dúvidas sobre determinados projetos, o pedetista comemorou o acordo para publicação das matérias e acrescentou que o acerto foi um grande avanço nas negociações. O objetivo é votar todos os projetos do funcionalismo antes do dia 6 de abril. “Na terça-feira, nós vamos processar um novo acordo para fazer a pauta do dia. Até amanhã (sexta-feira), nós temos prazo para melhorar os projetos do governo”, avaliou.

Troca destacou também que o governo precisa avaliar os reflexos de uma proposta de reajuste. “O governo tem um limite. Cada 1% de aumento para o magistério representa um acréscimo de R$ 42 milhões na folha”, avaliou. Conforme o tucano, o Legislativo tem poder para decidir e aprofundar as negociações. De acordo com ele, é possível chegar a um acordo. “Tenho certeza que vamos votar esse projeto por unanimidade”.

O líder do governo descarta a possibilidade de o PT tentar condicionar a votação das matérias que tratam de reajuste salarial à Brigada Militar ao aumento da proposta do governo ao magistério. Ele diz não acredita em uma negativa do PT ao projeto que acrescenta na folha R$ 300 milhões. “É um ganho para a categoria. Cada partido tem seu discurso, mas nós não acreditamos que uma bancada não vá dar acordo para votar o projeto”, disse.