Política

Reflexos do processo de impeachment preocupam partidos para 2016

Dirigentes avaliam que disputas municipais podem ser afetadas

Além do tempo mais curto de veiculação dos programas de rádio e TV, que, segundo calendário aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral, com base nas mudanças estabelecidas pelo Congresso Nacional, serão reduzidos em dez dias; e da alteração drástica, em função da proibição do financiamento privado das campanhas, dirigentes partidários projetam o impacto nas eleições municipais de 2016 de fissuras geradas pelo processo do impeachment, independentemente do desfecho do caso.

A avaliação é a de que as articulações em torno do impeachment, que atingem em maior ou menor grau todos os partidos com representação na Câmara e no Senado, não paralisam apenas a pauta no Congresso e o cenário nacional, mas também terão reflexos nas discussões e nos movimentos visando às disputas municipais do ano que vem. Um dos exemplos mais evidentes é na relação entre PT e PMDB.

Apesar de serem adversários em Porto Alegre, ambos são parceiros em diversos municípios no interior do Estado, em alianças que podem ser ameaçadas pelo naufrágio da parceria nacionalmente. Apesar das manifestações públicas de algumas lideranças e do vice Michel Temer, refutando a tese de que há participação majoritária do partido na tentativa de emplacar o impeachment, nos bastidores o PMDB é rotulado como traidor e um dos principais algozes de Dilma Rousseff no episódio.