Política

Relator da PEC da Blindagem afirma que há consenso sobre o texto na Câmara

Claudio Cajado disse que a medida não é uma "licença para abusos"

Texto de Cajado inclui os presidentes de partidos políticos com representação no Congresso Nacional no chamado foro privilegiado
Texto de Cajado inclui os presidentes de partidos políticos com representação no Congresso Nacional no chamado foro privilegiado Foto : Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O relator da PEC da Blindagem, deputado Claudio Cajado (PP-BA), afirmou que há consenso entre os líderes partidários sobre o texto da proposta, que deve ser votada no Plenário da Câmara ainda nesta terça-feira (16). Segundo ele, a medida não é uma "licença para abusos", mas um "escudo para o exercício pleno" da atividade parlamentar, protegendo a "soberania popular".

A proposta promove mudanças na Constituição para restringir a prisão em flagrante de deputados e senadores, além de exigir autorização prévia da Câmara ou do Senado para a abertura de processos criminais contra eles. Para o relator, isso garante que os parlamentares possam se manifestar sem "perseguição política".

Inclusão de presidentes de partidos no foro privilegiado

Além de alterar as prerrogativas parlamentares, o texto de Cajado inclui os presidentes de partidos políticos com representação no Congresso Nacional no chamado foro privilegiado. Com a aprovação da PEC, esses dirigentes só poderão ser processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em casos de crimes comuns.

Atualmente, o foro privilegiado no STF é restrito a cargos como o presidente e vice-presidente da República, ministros do Supremo e membros do Congresso Nacional. Cajado justificou a inclusão, afirmando que os presidentes de partidos são "ativistas na política e complementam a atividade pública".

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