Política

Relator de subcomissão quer ouvir Basegio e funcionária fantasma no dia 4

Enio Bacci espera apresentar relatório até o dia 12 de agosto

Relator de subcomissão quer ouvir Basegio e funcionária fantasma no dia 4
Relator de subcomissão quer ouvir Basegio e funcionária fantasma no dia 4 Foto : Wagner Figueiredo / ALRS / CP
O relator da subcomissão criada para prosseguir as investigações contra o deputado Diógenes Basegio (PDT) agendou uma data para ouvir o parlamentar. A intenção é de que o depoimento seja prestado em 4 de agosto. O deputado Enio Bacci, também do PDT, revelou que a data é a mesma escolhida para ouvir a funcionária fantasma que Basegio admitiu contratar. Hedi Vieira foi nomeada sob a justificativa de que o marido dela não tinha como ser efetivado na Assembleia Legislativa por sofrer de doença terminal. A informação de Basegio é de que o marido da funcionária fantasma era quem de fato exercia serviços no gabinete.

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Bacci adiantou, ainda, que não há confirmações sobre o depoimento da funcionária fantasma e o que existe é uma tentativa para ouvi-la. “Ela reside em Passo Fundo, o corregedor Marlon Santos já tentou ouvi-la no seu relatório e não conseguiu, por isso, nos resta tentar novamente. Independente de ela vir ou não, os depoimentos estão agendados para o dia 4 de agosto e no dia 12 deve ser votado o relatório”, projetou.

Na quinta-feira, Marlon Santos, encaminhou pedido de providências junto à presidência da Comissão de Ética para apurar, também, suspeitas de extorsão envolvendo Basegio. Um aditamento ao relatório analisado pela subcomissão, contendo nova denúncia, foi evitado sob o risco de anular o processo disciplinar em andamento.

Saiba mais

Basegio é acusado, pelo ex-chefe de gabinete Neuromar Gatto, de recolher parte dos salários dos servidores do gabinete, de contratar uma funcionária fantasma, que supostamente recebia sem trabalhar e de coordenar a alteração dos odômetros dos veículos do gabinete, fazendo o ressarcimento ser maior que o custo da gasolina realmente utilizada.

Já o deputado fala que exonerou Gatto pelo fato de o servidor ter se envolvido em um esquema de fraude no uso do cartão para abastecimento. Segundo Basegio, as acusações são infundadas e o assessor o chantageou depois que ter sido denunciado ao Ministério Público (MP), por uso indevido de dinheiro público. O pedetista também salienta que o caso só chegou à imprensa porque Gatto queria se vingar da exoneração.