Política

Renan envia carta para Temer pedindo MP que libere créditos extraordinários para o Fies

Presidente do Senado salientou que Casa não conseguiu ainda votar projeto de lei que disponibilizaria os fundos

Presidente do Senado salientou que Casa não conseguiu ainda votar projeto de lei que disponibilizaria os fundos
Presidente do Senado salientou que Casa não conseguiu ainda votar projeto de lei que disponibilizaria os fundos Foto : Fabio Rodriguez Pozzebom/ABr/CP
O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), enviou nesta quinta-feira carta ao presidente Michel Temer solicitando a edição uma medida provisória (MP) liberando créditos extraordinários para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Um projeto de lei já está na pauta do Congresso liberando R$ 1,1 bilhão para o Ministério da Educação atender  a este fim, mas quatro sessões deliberativas já foram convocadas, e os deputados e senadores não alcançam o quórum necessário para votar o projeto.

“Em virtude da dinâmica própria do Congresso Nacional que V. Exa. muito bem conhece, não foi possível manter o quórum para deliberação a partir de determinado momento da madrugada, de forma a superar a pauta de vetos que obstruía a deliberação do referido Projeto de Lei”, explicou o presidente do Congresso na carta. “Sendo assim, senhor presidente, o plenário do Congresso Nacional discutiu, nos termos das notas taquigráficas em anexo, e, por unanimidade, solicitou-me que dirigisse a V. Exa. esta missiva, no sentido de propor-lhe que avalie a pertinência de editar medida provisória que determine a abertura de crédito extraordinário em favor do pagamento de despesas do Fies”, completou Renan.

Segundo o senador, foi entendimento “unânime” entre os parlamentares presentes na sessão a necessidade de liberação dos recursos por meio de medida provisória. "O acordo para que o tema seja aprovado por meio de MP conta com a anuência, inclusive, dos líderes de oposição", diz Renan.

Na carta, o presidente do Congresso ressalta ainda a legalidade de sua proposta, dizendo que a liberação dos recursos não estaria passível de questionamentos posteriores como os que suscitaram o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. De acordo com Renan, o Tribunal de Contas da União já adotou entendimento e “manifestou-se no sentido de que os critérios a orientar a edição de medidas provisórias dizem respeito ao juízo de conveniência e oportunidade próprio do chefe do Poder Executivo, submetido a controle político dos membros do Congresso Nacional”.

Renan lembra ainda que o caso que foi objeto de análise no processo de impeachment tratou da liberação de créditos extraordinários por meio de decretos presidenciais que não passaram por consulta do Congresso, o que é vedado pela Constituição.