Política

Renan sinaliza ser a favor de convocação extraordinária para votar impeachment

Aceno dele ajuda os planos de Dilma, que tem defendido acelerar a análise do processo

Renan sinaliza ser a favor de convocação extraordinária para votar impeachment
Renan sinaliza ser a favor de convocação extraordinária para votar impeachment Foto : Valter Campanato / Agência Brasil / CP
O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), sinalizou nesta terça-feira, ser a favor da convocação extraordinária para que o Legislativo acelere a apreciação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. O aceno dele ajuda os planos de Dilma, que tem defendido acelerar a análise do processo de impedimento. "Cruzar os braços neste momento é fragilizar a representação política e agravar as crises que estão postas, social, política e econômica", disse ele.

O peemedebista, contudo, ressalvou que uma decisão sobre a convocação de deputados e senadores para trabalharem em janeiro não será decidida esta semana pelos parlamentares. Segundo o peemedebista, líderes partidários serão consultados sobre a decisão.

"Essa não é a agonia desta semana, é uma decisão para o dia 16, 17, 18, vamos ter um tempinho aí. Brasil, mais do que querer, cobra que o maior partido ajude a sair da crise, essa é a nossa responsabilidade", avaliou.

Renan avalia uma nova estratégia para realizar a convocação extraordinária do Congresso com um pedido assinado
por apenas por 27 senadores e 171 deputados. O objetivo é evitar o recesso parlamentar e ajudar a Dilma a acelerar a votação do processo de impeachment. O governo aposta ter votos para derrubar o pedido de afastamento agora, mas teme que isso mude no futuro se o processo se arrastar ao longo de 2016.

A nova estratégia tem como objetivo também abandonar a ideia de retardar propositalmente a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016 para levar à manutenção automática dos trabalhos do Congresso no recesso.

Renan quer utilizar um artigo da Lei de Crime de Responsabilidade - a mesma do processo de impeachment - para justificar a convocação extraordinária sem necessidade de realização de votações nas duas Casas Legislativas por maioria absoluta dos votos (257 deputados e 41 senadores), como determina a Constituição.