Em clima descontraído, a presidente conversou também sobre a emoção que sentiu durante a posse, no dia 1º de janeiro. Classificou como "turbulenta" a sensação que teve ao receber a faixa presidencial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "É um momento muito especial. Por baixo daquela faixa tão levinha existe todo o peso e a responsabilidade de um país."
Dilma contou ainda sobre a trajetória de sua candidatura desde quando era ministra-chefe da Casa Civil no governo Lula. Ela disse que no início "não dava muita importância" quando Lula a apresentava como sua candidata, mas depois que seu nome foi evoluindo "naturalmente" como concorrente ao pleito. "As coisas fluíram naturalmente", revela. Sobre seu padrinho político, Dilma afirmou que Lula é uma pessoa muito doce e com senso de humor, mas também "muito exigente como todo presidente deve ser".
Família
Para Dilma Rousseff, o pai foi uma das grandes inspirações para sua carreira e militância política. "Um coisa que meu pai sempre valorizou foi o esforço", afirmou, ao contar sobre o estímulo que Pedro Rousseff dava a ela para os estudos. Dessa influência, contou Dilma, nasceu sua paixão por livros. Sobre sua mãe, Dilma se referiu a ela como uma pessoa "sempre solidária" aos problemas que enfrentou, como por exemplo o período que passou na prisão durante a ditadura militar.
Dilma e Ana Maria Braga conversaram ainda sobre o câncer - ambas se trataram da doença -, defendeu o uso do termo "presidenta", "para enfatizar que a agora existe uma mulher no mais alto cargo do País", e tentou amenizar sua imagem de "durona": "É interessante como esperam de nós, mulheres, uma certa fragilidade. Isso decorre do fato de que a mulher, quando assume um alto cargo, é vista fora do seu papel. Acho que, a partir de agora, isso vai começar a ser encarado como uma coisa normal e natural", disse.