A reunião de líderes desta quarta-feira, na Câmara de Porto Alegre, é a penúltima antes do início do recesso parlamentar e servirá como indicativo para os próximos passos da prefeitura. Caso o governo Nelson Marchezan Júnior não consiga consenso ou aval da maioria dos líderes ao pedido de realização de sessões extraordinárias, terá chance derradeira de tentar bancar a iniciativa, na próxima segunda-feira, data da última sessão plenária antes do início do recesso parlamentar.
A intenção de Marchezan é a de viabilizar as extraordinárias para vencer a pauta de projetos que integram o pacote encaminhado à Casa. Apesar de algumas aprovações até aqui, caso da criação do Cadin, por exemplo, as propostas que mais afetam os planos da prefeitura ainda dependem de aval. Entre eles, projetos de redução de despesas, que atingem os servidores municipais, e os que terão reflexos em caixa, como o de revisão da planta do IPTU.
Nos dois casos, há mais polêmica, resistências e divergências. Marchezan pode solicitar, monocraticamente, a convocação de sessões extraordinárias. A prerrogativa, no entanto, além de ser rara no município, ao contrário do Estado, onde é corriqueira, não agrada a vereadores e pode causar problemas.
Articuladores da prefeitura têm consciência de que a convocação não será útil caso não seja viabilizada por entendimento, por meio de diálogo, cenário que facilitará a busca do apoio necessário à aprovação dos projetos. Se a convocação ocorrer com canetaço do prefeito, além de a medida ampliar as dificuldades políticas, há expectativa, nos bastidores da Casa, de que a reação venha também de outra forma: com a inclusão, na pauta da extraordinária, do pedido de impeachment contra Marchezan, protocolado na Casa. Mesmo que não haja clima para aprovar o afastamento do prefeito, as discussões sobre o tema irão mobilizar articuladores e exigir dispêndio de tempo e de energia política.
Na última tentativa, oposição impediu quórum
Na quarta-feira da semana passada, a oposição conseguiu inviabilizar os planos da prefeitura. Na reunião de líderes, seria analisado o pedido de Marchezan para a realização de sessões extraordinárias.
Segundo o regimento interno da Câmara, no entanto, são necessárias assinaturas de no mínimo nove líderes para abrir a reunião, mas somente sete manifestaram presença, pois os demais visavam, e conseguiram, evitar o quórum. Estavam presentes, mas não se manifestaram vereadores do PT, PSol, Solidariedade e Dem.
Reunião de líderes será indicativo para os próximos passos da prefeitura na Câmara
Marchezan quer viabilizar sessões extraordinárias para vencer pauta de projetos