Em troca de imunidade civil e criminal para a empresa e seus executivos, a multinacional Siemens teria firmado um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e revelado como ela e outras companhias se articularam na formação de cartéis para avançar sobre licitações públicas na área de transporte sobre trilhos.
De acordo com a IstoÉ, a multinacional alemã contou como diversas empresas venceram concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo. Segundo a Siemens, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão.
O esquema de propinas, que teria trafegado sem restrições pelas administrações de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin – todos governadores do PSDB – já era alvo de investigações desde 2008, no Brasil e no exterior, e, de acordo com a revista, nenhuma providência foi tomada por governos tucanos para que o propinoduto fosse interrompido.
Segundo a IstoÉ, desde que foram feitas as primeiras investigações, as empresas envolvidas continuaram a vencer licitações e a assinar contratos com os sucessivos governos do PSDB em São Paulo.