Política

Rodrigo Maia defende PEC dos gastos públicos e marca votação para segunda-feira

Presidente da Câmara salientou que Casa estaria discutindo recriação da CPMF caso não debatesse gastos

Presidente da Câmara salientou que Casa estaria discutindo recriação da CPMF caso não debatesse gastos
Presidente da Câmara salientou que Casa estaria discutindo recriação da CPMF caso não debatesse gastos Foto : J.Batista / Câmara dos Deputados / CP
A proposta de emenda à Constituição (PEC) 241, que limita os gastos do governo à correção da inflação pelos próximos 20 anos, deverá ser votada em primeiro turno no plenário da Câmara dos Deputados na próxima segunda-feira. Ao anunciar a data da votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), considerou positivos os ajustes apresentados à PEC pelo relator, Darcísio Perondi (PMDB-RS), na comissão especial que analisa o mérito da proposta.

De acordo com Maia, a PEC é importante porque limita os gastos dos governos e evita a criação de novos impostos para que chefes do Executivo consigam fechar o caixa. Maia destacou que a criação de impostos tem sido usada desde a década de 90 pelos governantes para resolver os problemas. “Até por isso, a carga tributária está em 40%, e os gastos do governo saíram de 10% das nossas riquezas do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), estão em quase 20% e vão caminhar mais, se não fizermos nada.”

Segundo o deputado, para evitar a criação de mais impostos e o empobrecimento dos brasileiros, é preciso limitar os gastos dos governos, para que sobre mais dinheiro no bolso do contribuinte. Maia disse que a PEC não é o congelamento de gastos, mas a limitação pela inflação. “Se não estivéssemos votando a limitação de gastos do governo, estaríamos discutindo a recriação da CPMF”, justificou.

Na opinião do deputado, a aprovação da PEC vai colocar o governo em boa condição para fazer o ajuste das contas, sem ter que recorrer ao aumento de impostos. “O mais importante é o que o Brasil prefere: controle de gastos do governo, ou CPMF? Porque não controlar gastos significa que a Previdência e os despesas com salários, dentre outras, vão continuar crescendo porque têm vinculações. E, se vai continuar crescendo, tem de cobrir o rombo."