Política

Rodrigo Maia garante que foi "imparcial" na cassação de Cunha

Presidente da Câmara foi responsabilizado pelo sucessor por queda

Presidente da Câmara foi responsabilizado pelo sucessor por queda
Presidente da Câmara foi responsabilizado pelo sucessor por queda Foto : Luis Macedo / Câmara dos Deputados / CP
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rebateu mais uma vez as acusações do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teve o mandato cassado nesta segunda-feira. Em rápida entrevista, Maia disse que procurou agir com imparcialidade e que a cassação de Cunha era uma decisão que “tinha que ser tomada”.

“Eu recebi o processo pronto para ser votado e pautei, era minha obrigação”, enfatizou Maia, que assumiu a presidência da Câmara em julho. “Pautei em um prazo que muitos reclamaram, muitos acharam que tinha que ter votado antes. Votei no prazo adequado e de forma imparcial. Tentei ser o máximo imparcial com todos: com os que queriam absolver e com os que queriam cassá-lo.”

Após a votação, Cunha disse que sua cassação só foi possível com o apoio de Maia e responsabilizou o governo do presidente Michel Temer pelo resultado. O agora ex-deputado afirmou que o governo teve responsabilidade na cassação do seu mandato por ter articulado a eleição de Rodrigo Maia à presidência da Casa, com apoio do PT. “Quem elegeu o presidente da Casa foi o governo, quem derrotou o candidato Rogério Rosso (PSD-DF) foi o governo. Todo mundo sabe que o governo hoje tem uma eminência parda e quem comanda o governo é o Moreira Franco, que é o sogro do presidente da casa. Todo mundo sabe que o sogro do presidente da Casa comandou uma articulação e fez com que fosse feita uma aliança com o PT e, consequentemente, com isso a minha cassação estava na pauta”, disse Cunha.

Mais cedo, Maia já havia relatado que a votação que levou à cassação do mandato de Cunha era “o que tinha que ser feito”. Ele também minimizou a promessa de Cunha de escrever um livro relatando todos os diálogos que teve durante o processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. “Não é um momento feliz nem é um momento de comemoração, mas era o momento necessário. E assim foi feito”, frisou Maia.