Política

Rodrigo Maia nega que derrota da Reforma Trabalhista mata Reforma da Previdência

Presidente da República em exercício afirmou que Eunício de Oliveira garantiu que reforma passará em plenário

Presidente da República em exercício afirmou que Eunício de Oliveira garantiu que reforma passará em plenário
Presidente da República em exercício afirmou que Eunício de Oliveira garantiu que reforma passará em plenário Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP
O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou nesta tarde de terça-feira que o resultado da votação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado que derrotou o relatório da reforma trabalhista teria matado a tramitação da reforma da Previdência na Câmara. "Não tem nada morto. Estamos do ponto de vista fiscal quase mortos, por isso a gente precisa da reforma da Previdência", respondeu.

De passagem pela Câmara, Maia disse que deputados e senadores têm consciência da importância das matérias, por mais difícil que sejam". "Não é um bom resultado, mas tem a CCJ e o plenário. E o presidente Eunício Oliveira me deu muita certeza de que o plenário deve encaminhar positivamente a reforma", acrescentou.

O deputado enfatizou que a reforma trabalhista moderniza a legislação e pode gerar mais empregos. "É isso que as pessoas precisam entender", insistiu. Ele acredita que na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e no plenário o governo tem maioria para garantir a aprovação do projeto.

Sobre a reforma política, Maia contou que promoveu um café da manhã com líderes partidários na residência oficial onde fez um apelo para que o assunto seja retomado o mais breve possível, com um texto encaminhado antes do recesso de julho. Maia disse esperar que em 2018 haja uma regra de transição e em 2022 um modelo com mais "apelo". "Vim relatar minha conversa com o presidente do Senado Eunício Oliveira. Neste tema, há um interesse maior do Congresso do que do governo", afirmou.

Maia desconversou ao ser questionando sobre a denúncia da Polícia Federal contra o presidente Michel Temer. "Vamos esperar a denúncia do doutor Janot", respondeu.