Tarso destacou investimentos em saúde e a redução do preço dos pedágios, pauta que mobilizou caminhoneiros a irem às ruas em protesto nessa segunda-feira. “Nós dobramos os recursos para a saúde, se comparado ao último governo. Temos um sistema de participação popular com cinco estruturas. E tem ainda a questão dos pedágios. Nós não só baixamos como também extinguimos praças de pedágio. O único ponto que começamos a tratar (depois das manifestações) foi a questão do passe livre”, reforçou.
O PL foi entregue em regime de urgência à Assembleia Legislativa (AL) e prevê isenção de pagamento do transporte público aos estudantes usuários do sistema metropolitano. “Isso é uma demanda que agrega qualidade de vida e renda à população”, sustentou. O petista, porém, evitou falar sobre a possibilidade de estender o benefício para linhas municipais, por exemplo. “Isso tem que ser tratado com as prefeituras e com o governo federal, que, na minha opinião, tem que subsidiar o transporte coletivo”, resumiu.
Ainda sobre os recentes protestos, Tarso exaltou a participação popular, mas lamentou os episódios de vandalismo e violência. Além disso, o petista acredita haver uma interferência da direita em cima da mobilização. “Acho que tem um grande movimento político e social nas ruas. Tem que separar as coisas. Tem, é claro, um sentimento golpista do setor da direita truculenta brasileira e também um movimento forte de uma marginalidade social que nada tem a ver com política, mas aproveita os momentos para, inclusive, prejudicar o movimento, com quebra-quebra”, ponderou.
Quando questionado sobre o plebiscito que está sendo articulado para a realização de uma reforma política no Brasil, Tarso disse acreditar que, se a mobilização popular perder força, o processo também pode ser ameaçado. “Acho que se mobilização de rua, a mobilização cívica e pacífica, com pressão, não continuar, acho que o Congresso vai deglutir essa crise e fazer uma reforma de meia sola”, opinou. “A maioria do Congresso é ideologicamente conservadora e pensa apenas na próxima eleição”, sustentou.
Tarso defendeu uma constituinte exclusiva para tratar do tema. “Acho que é necessário fazer uma constituinte especifica, com pessoas eleitas para isso, e que não podem concorrer no próximo pleito”, sustentou. “Eu acho, inclusive, que o ideal seria que esse plebiscito tivesse uma pergunta: A reforma deve ser feita pelo Congresso ou por uma constituinte específica? A resposta seria a segunda, com 70%”, ponderou. O governador lembrou que, ainda em 2008, enquanto ministro da Justiça, enviou ao Congresso Nacional uma proposta de reforma política.