Política

RS pode começar 2016 com R$ 2 bilhões de déficit, alerta Feltes

Governo foi criticado por servidores em reunião sobre finanças do Estado

Governo recebe críticas de servidores em reunião sobre finanças do Estado
Governo recebe críticas de servidores em reunião sobre finanças do Estado Foto : Galileu Oldenburg / Casa Civil / CP
Após o anúncio do pagamento integral da folha de outubro do funcionalismo público nesta sexta-feira, os secretários da Fazenda, Giovani Feltes, e da Casa Civil, Márcio Biolchi, se reuniram com representantes dos sindicatos dos servidores no Galpão Crioulo do Palácio Piratini para apresentar realidade das finanças públicas do Rio Grande do Sul.  Segundo o secretário da Fazenda, o Rio Grande do Sul iniciará 2016 com R$ 2 bilhões de déficit, sendo que 2015 começou com R$ 5,4 bilhões negativos.

O encontro, que deu aos funcionários públicos a chance de fazer seis perguntas, foi marcado por críticas da categoria à gestão do governador José Ivo Sartori.  Com o auxílio de slides, Feltes explicou a razão para a não redução dos incentivos fiscais, principal pedido dos servidores. Ele comentou que a queda na arrecadação do ICMS está ligada à crise e ao fato de que o "governo trata as finanças gaúchas com realismo". 

A queda na arrecadação de ICMS ao longo de 2015 está próxima a R$ 1,1 bilhão. "Significa que o ingresso de R$ 1 bilhão no mês passado, com a elevação para 95% do limite de saque dos depósitos judiciais, servia apenas para compensar esse prejuízo na arrecadação", explicou.

Feltes esclareceu que o déficit previsto do Estado para encerrar 2015 é de R$ 3,6 bilhões. Os R$ 2 bilhões citados para o começo de 2016 representam as dívidas com o 13º salário, que ficam para o próximo ano. O valor líquido da folha dos servidores do Poder Executivo é de R$ 950 milhões. Outros R$ 55 milhões são necessários para a folha dos quadros de autarquias e fundações, R$ 123 mil são para as consignações bancárias e outros R$ 72 milhões referem-se a tributos.

Nesta quinta, Sartori confirmou o pagamento via Twitter e relatou que a escolha do governo do Estado representa um novo atraso da dívida com a União. "A escolha atrasa a dívida com a União, além de cerca de R$ 600 milhões em outros compromissos. Precisamos buscar o equilíbrio fiscal", escreveu.