Política

Rubio comenta reunião com chanceler brasileiro e discussão de “reciprocidade para a relação EUA-Brasil”

Secretário de Estado do governo Trump salientou “assuntos de importância mútua” entre as nações

Vieira e Rúbio mantiveram tom amistoso no encontro
Vieira e Rúbio mantiveram tom amistoso no encontro Foto : Andrew Caballero-Reynolds / AFP / CP

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na noite desta quinta-feira, na rede X, que se reuniu com o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. Conforme um dos principais membros do governo Trump, ambos discutiram “assuntos de importância mútua” e “um quadro de reciprocidade para a relação comercial entre os EUA e o Brasil”.

Vieira reuniu-se com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Niágara, no Canadá, à margem da reunião do G7, grupo dos países mais industrializados do mundo. Segundo o Itamaraty, os dois conversaram sobre o andamento das negociações bilaterais envolvendo tarifas comerciais.

Mauro Vieira informou que o Brasil encaminhou, no último dia 4 de novembro, uma proposta de negociação aos Estados Unidos, após reunião virtual entre as equipes técnicas dos dois países. O chanceler ressaltou a importância de avançar nas tratativas, conforme orientação dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que falaram do tema durante encontro recente na Malásia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu no dia 26 de outubro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro durou cerca de 50 minutos e ocorreu durante a realização da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Durante a reunião, Lula disse que não há razão para desavenças com os Estados Unidos e pediu a Trump a suspensão imediata do tarifaço contra as exportações brasileiras, enquanto os dois países estiverem em negociação.

Em julho deste ano, Trump anunciou um tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana.