Nesta terça, o chefe do Executivo enviou uma solicitação oficial ao governador Tarso Genro pedindo auxílio da Brigada Militar na segurança fúnebre. “Ainda esperamos resposta do Exército. Mesmo assim, já pedimos ajuda da Brigada Militar. O problema é que, caso alguma coisa ocorra no túmulo, a responsabilidade é sempre do prefeito”, reclamou.
Para Almeida, a necessidade de vigiar o túmulo surgiu depois que a Comissão Nacional da Verdade (CNV) decidiu exumar o corpo de João Goulart para esclarecer as causas da morte do ex-presidente. A Prefeitura teme que, até lá, o jazigo sofra depredação ou vandalismo.
Conforme o comandante do Comando Regional de Policiamento Ostensivo da fronteira Oeste, coronel Iguaraçú Ricardo da Silva, o local pode ser parcialmente vigiado por um PM caso o pedido seja formalizado pela Prefeitura. O oficial já adiantou, porém, que não há como destinar um policial para cuidar do jazigo 24 horas por dia. Atualmente, cerca de 100 brigadianos fazem a segurança dos cerca de 67 mil moradores de São Borja.
Jango morreu em 1976 durante o exílio em Mercedes, na Argentina. Em 2006, o ex-agente da ditadura uruguaia Mario Neira Barreiro revelou que o ex-presidente foi supostamente envenenado. A versão oficial, porém, dá conta de que o óbito resultou de um ataque cardíaco.