Política

Sócio da 123 Milhas alega que passagens precisaram ser suspensas porque preços não seguiram previsão

Em depoimento à CPI das Pirâmides Financeiras, na Câmara dos Deputados, Ramiro Madureira falou que confia na continuidade da empresa

Foto : Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Interrogado nesta quarta-feira pela CPI das Pirâmides Financeiras da Câmara dos Deputados, Ramiro Madureira sócio da 123milhas, disse que a empresa teve que suspender a emissão de passagens aéreas da linha promocional, iniciada em abril de 2022, porque os preços das passagens não se comportaram conforme o previsto.

Segundo ele, o modelo do negócio dependia de um fluxo de novas compras no site, que também teria sido menor que o esperado. Na linha promocional, os clientes aceitavam flexibilidade de datas.

Madureira afirmou que confia na continuidade da empresa, que está em recuperação judicial e que é preciso que a ela continue funcionando para que os consumidores sejam ressarcidos dentro do plano de recuperação, que agora será discutido entre os credores.

Segundo seu depoimento dura a CPI, quem comprou passagens para 2024 também estará incluído no plano.

A 123milhas suspendeu a venda de passagens e pacotes da linha promocional em 18 de agosto e disse que compensaria os clientes com vouchers. Com a reação negativa de consumidores e autoridades públicas, além de movimentos de antecipação de créditos por parte de bancos e outros financiadores, a empresa, segundo Ramiro, resolveu pedir a recuperação judicial para manter o negócio.