Política

Saída de vereadores expõe crise no PSDB

Presidente nacional diz que sigla vive ''ataque especulativo'' no momento<br />

No dia em que o presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), afirmou que a oposição vive uma espécie de "ataque especulativo" de setores governistas, sete vereadores tucanos na Câmara Municipal de São Paulo anunciaram ontem a saída do partido. O rompimento, que reduz a bancada da sigla a seis vereadores, foi provocado por um desgate entre o grupo e aliados do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Desde março, a bancada do PSDB mantém conflitos com o governo estadual no processo de escolha do comando no partido na capital paulista, posto estratégico para a disputa municipal de 2012. "Comunicamos nosso desligamento do PSDB a partir deste momento. Não sabemos o destino partidário de cada um de nós", disse o vereador Gilberto Natalini. "O motivo dessa decisão foi a nossa exclusão do processo partidário de renovação e escolha da executiva municipal." O vereador afirmou que outros nomes da bancada do PSDB na Câmara podem deixar o partido nos próximos dias.

Ontem, Guerra nomeou o ex-senador Expedito Júnior como presidente do partido em Rondônia. Foi a primeira medida para sufocar uma rebelião local. Enquanto o PSDB tenta apagar incêndios internos, seus integrantes são assediados pelo PSD - sigla criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. As especulações atingiram tal proporção que Guerra teve até de desmentir suposta ida do ex-governador José Serra para o PSD. Para Guerra, a sigla está sendo patrocinada pelo Palácio do Planalto.


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