Ele também negou que o senador tenha conversado ou procurado o secretário de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, para falar de emenda de seu interesse. "Sarney nunca procurou Colbert nem ninguém do Ministério do Turismo para pedir nada", informou. O assessor afirma que o senador, "há um bom tempo", não tinha mais ligação com a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), que teria feito campanha para seu desafeto político, o ex-governador João Capiberibe (PSB). Pelaes é autora de duas emendas para o Ibrasi, relacionadas a dois convênios com o Ministério do Turismo, no valor de R$ 4 milhões e R$ 5 milhões.
O assessor disse que Sarney não quis falar ontem sobre o assunto, quebrando a rotina de responder a perguntas dos repórteres quando chega ao Senado, para não "entrar" em tema que não tem nada com ele. Ontem, Sarney foi direto para o plenário quando chegou, e hoje, ele não compareceu ao Senado.
Encarregada da Operação Voucher, que resultou na prisão de 35 pessoas envolvidas nas irregularidades entre o Ministério do Turismo e entidades do Amapá, a Polícia Federal afirma, com base numa gravação autorizada pela Justiça, que José Sarney teria "interesse" em projeto que recebeu R$ 3 milhões e nunca saiu do papel.