O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, voltou a salientar que o Estado fez seu "dever de casa" desde o início da gestão e que dialogou com o presidente Michel Temer e os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo de Oliveira (Planejamento) para a flexibilização no Plano de Recuperação Fiscal, mas que, apesar dos esforços, a decisão está nas mãos dos deputados. “Evidentemente que nós dependemos da votação que está no Congresso Nacional para conquistarmos 36 meses sem precisar pagar parcelas”, destacou em entrevista à Rádio Guaíba na manhã desta quinta-feira, pouco antes de embarcar de Brasília de volta para Porto Alegre.
Questionado sobre os três anos de carência ultrapassarem o período de seu governo, Sartori apenas disse que “é um trabalho normal que nós temos que fazer”. “Todas as nossas atividades vão na direção do diálogo, do entendimento e de todas essas consequências que serão boas para o Rio Grande do Sul”, afirmou.
Ao responder sobre a presença da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), da Sulgás e da Companhia Riograndense de Mineração (CRM) nas contrapartidas exigidas pelo governo federal, Sartori disse apenas que espera a votação da Assembleia Legislativa. “Elas poderiam ser ativos, mas, às vezes, poderão, no seu conjunto, pelo passivo que possuem, não representar a oportunidade de ter os recursos que são necessários para o equilíbrio fiscal”, argumentou.
Sartori afirma que Plano de Recuperação Fiscal está nas mãos do Congresso
Após pedir flexibilizações a Temer, governador destacou autonomia dos deputados