“O espírito de enfrentamento e superação está presente em nossa história. Esse ânimo esteve na Revolução Farroupilha, na Legalidade e em diversos momentos. Estamos, sim, diante de uma nova luta federativa. Uma luta sem armas, mas que vai exigir uma mobilização ainda maior do que aquela que motivou os nossos farrapos", afirmou.
Sartori ressaltou que o Estado consome quase 14% do que arrecada para pagar a dívida com a União. "Este nível de comprometimento já é um absurdo. Não bastasse isso, os critérios de atualização estão totalmente defasados, produzindo uma grave injustiça, além de uma flagrante injustiça", criticou.
Na proposta apresentada nessa terça-feira, a União aceitou alongar a dívida por 20 anos, com a apresentação de um prazo de carência de 20% das parcelas mensais durante dois anos, em troca de medidas de austeridade fiscal. Sartori destacou que essa mudança não altera a situação do RS.
“O governo federal sinalizar com o alongamento da dívida e descontos, mas isso não modifica a situação financeira do Rio Grande do Sul, sabidamente a mais grave do Brasil”, avaliou.
Discurso otimista
Apesar da dificuldade na negociação da dívida com a União, Sartori mostrou otimismo em superar a crise. “A crise deve nos estimular a buscar novas oportunidades e novas formas de enfrentar os problemas. Do ponto de vista econômico, precisamos firmar um novo pacto com a sociedade e com o setor produtivo”, pediu.